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Buda Contam que
certo dia um Buda foi parar ao inferno e que os diabos fizeram de tudo para
atentá-lo. A arte de dizer as coisas Uma sábia e conhecida história diz que, certa vez, um sultão sonhou que havia perdido todos os dentes. Logo que acordou, mandou chamar um adivinho para que interpretasse o seu sonho. - Que desgraça, senhor! - exclamou o adivinho - Cada dente caído representa a perda de um parente de vossa majestade. - Mas que insolente! - gritou o sultão enfurecido - Como te atreves a dizer-me semelhante coisa? Fora daqui! Chamou os guardas e ordenou que lhe dessem cem açoites. Mandou que trouxessem outro adivinho e contou-lhe sobre o seu sonho. Este, após ouvir o sultão com atenção, disse-lhe: - Excelso senhor! Grande felicidade vos está reservada. O sonho significa que haveis de sobreviver a todos os vossos parentes. A fisionomia do sultão iluminou-se num sorriso, e ele mandou dar cem moedas de ouro ao adivinho. Quando este saía do palácio, um dos cortesãos disse-lhe admirado: - Não é possível! A interpretação que você fez foi a mesma que o seu colega havia feito. Não entendo porque ao primeiro ele pagou com cem açoites e a você com cem moedas de ouro. - Lembra-te meu amigo - respondeu o adivinho - que tudo depende da maneira de dizer as coisas ... Um dos grandes desafios da humanidade é aprender a arte de comunicar. Da comunicação depende muitas vezes a felicidade ou a desgraça, a paz ou a guerra. Que a verdade deve ser dita em qualquer situação, não resta dúvida. Porém, a forma com que ela é comunicada é que pode provocar grandes problemas. A verdade pode ser comparada a uma pedra preciosa. Se a lançarmos no rosto de alguém pode ferir, provocando dor e revolta, mas, se a envolvermos em delicada embalagem, e a oferecermos com ternura, certamente será aceita com felicidade.Virtualismo Insensato Entrei apressado e com muita fome no restaurante. Escolhi uma mesa bem afastada do movimento, porque queria aproveitar os poucos minutos que dispunha naquele dia, para comer e acertar alguns bugs de programação num sistema que estava a desenvolver, além de planear a minha viagem de férias, coisa que há tempos que não sei o que são. Pedi um filete de salmão com alcaparras em manteiga, uma salada e um sumo de laranja, afinal de contas fome é fome, mas regime é regime não é? Abri o meu portátil e apanhei um susto com aquela voz baixinha atrás de mim: - Senhor, não tem umas moedinhas? - Não tenho, menino. - Só uma moedinha para comprar um pão Para variar, a minha caixa de entrada está cheia de emails. Fico distraído a ver poesias, as formatações lindas, rindo com as piadas malucas. Ah! Essa música leva-me até Londres e às boas lembranças de tempos áureos. - Senhor, peça para colocar margarina e queijo. Está bem. Vou pedir, mas depois deixas-me trabalhar, estou muito ocupado, está bem? Chega a minha refeição e com ela o meu mal-estar. Faço o pedido do menino, e o empregado pergunta-me se quero que mande o menino ir embora. O peso na consciência, impedem-me de o dizer. Digo que está tudo bem. Deixe-o ficar. Que traga o pão e, mais uma refeição decente para ele. Então sentou-se à minha frente e perguntou: - Senhor o que está fazer? - Estou a ler uns emails. - O que são emails? - São mensagens electrónicas mandadas por pessoas via Internet (sabia que ele não ia entender nada, mas, a título de livrar-me de questionários desses): É como se fosse uma carta, só que via Internet. - Senhor você tem Internet? - Tenho sim, essencial no mundo de hoje. - O que é Internet ? - É um local no computador, onde podemos ver e ouvir muitas coisas, notícias, músicas, conhecer pessoas, ler, escrever, sonhar, trabalhar, aprender. Tem de tudo no mundo virtual. - E o que é virtual? Resolvo dar uma explicação simplificada, sabendo com certeza que ele pouco vai entender e deixar-me-ia almoçar, sem culpas. - Virtual é um local que imaginamos, algo que não podemos tocar, apanhar, pegar... é lá que criamos um monte de coisas que gostaríamos de fazer. Criamos as nossas fantasias, transformamos o mundo em quase como queríamos que fosse. - Que bom isso. Gostei! - Menino, entendeste o significado da palavra virtual? - Sim, também vivo neste mundo virtual. - Tens computador?! - Exclamo eu!!! - Não, mas o meu mundo também é vivido dessa maneira...Virtual. A minha mãe fica todo dia fora, chega muito tarde, quase não a vejo, enquanto eu fico a cuidar do meu irmão pequeno que vive a chorar de fome e eu dou-lhe água para ele pensar que é sopa, a minha irmã mais velha sai todo dia também, diz que vai vender o corpo, mas não entendo, porque ela volta sempre com o corpo, o meu pai está na cadeia há muito tempo, mas imagino sempre a nossa família toda junta em casa, muita comida, muitos brinquedos de natal e eu a estudar na escola para vir a ser um médico um dia. Isto é virtual não é senhor??? Fechei o portátil, mas não fui a tempo de impedir que as lágrimas caíssem sobre o teclado. Esperei que o menino acabasse de literalmente "devorar" o prato dele, paguei, e dei-lhe o troco, que me retribuiu com um dos mais belos e sinceros sorrisos que já recebi na vida e com um "Brigado senhor, você é muito simpático!". Ali, naquele instante, tive a maior prova do virtualismo insensato em que vivemos todos os dias, enquanto a realidade cruel nos rodeia de verdade e fazemos de conta que não percebemos!O Frio que Veio de Dentro Seis homens ficaram bloqueados numa caverna por uma avalanche de neve. Teriam que esperar até o amanhecer para poderem receber socorro. Cada um deles trazia um pouco de lenha e havia uma pequena fogueira ao redor da qual eles se aqueciam. Se o fogo apagasse - eles o sabiam, todos morreriam de frio antes que o dia clareasse. Chegou a hora de cada um colocar sua lenha na fogueira. Era a única maneira de poderem sobreviver. O primeiro homem era um racista. Ele olhou demoradamente para os outros cinco e descobriu que um deles tinha a pele escura. Então ele raciocinou consigo mesmo: - "Aquele negro! Jamais darei minha lenha para aquecer um negro." E guardou-as protegendo-as dos olhares dos demais. O segundo homem era um rico avarento. Ele estava ali porque esperava receber os juros de uma dívida. Olhou ao redor e viu um círculo em torno do fogo, um homem da montanha, que trazia sua pobreza no aspecto rude do semblante e nas roupas velhas e remendadas. Ele fez as contas do valor da sua lenha e enquanto mentalmente sonhava com o seu lucro, pensou: - "Eu, dar a minha lenha para aquecer um preguiçoso?" O terceiro homem era o negro. Seus olhos faiscavam de ira e ressentimento. Não havia qualquer sinal de perdão ou mesmo aquela superioridade moral que o sofrimento ensinava. Seu pensamento era muito prático: - "É bem provável que eu precise desta lenha para me defender. Além disso, eu jamais daria minha lenha para salvar aqueles que me oprimem". E guardou suas lenhas com cuidado. O quarto homem era o pobre da montanha. Ele conhecia mais do que os outros os caminhos, os perigos e os segredos da neve. Ele pensou: - "Esta neve pode durar vários dias. vou guardar minha lenha." O quinto homem parecia alheio a tudo. Era um sonhador. Olhando fixamente para as brasas. Nem lhe passou pela cabeça oferecer da lenha que carregava. Ele estava preocupado demais com suas próprias visões (ou alucinações?) para pensar em ser útil. O último homem trazia nos vincos da testa e nas palmas calosa das mãos, os sinais de uma vida de trabalho. Seu raciocínio era curto e rápido. - "Esta lenha é minha. Custou o meu trabalho. Não darei a ninguém nem mesmo o menor dos meus gravetos." Com estes pensamentos, os seis homens permaneceram imóveis. A última brasa da fogueira se cobriu de cinzas e finalmente apagou. Ao alvorecer do dia, quando os homens do Socorro chegaram à caverna encontraram seis cadáveres congelados, cada qual segurando um feixe de lenha. Olhando para aquele triste quadro, o chefe da equipe de Socorro disse: - "O frio que os matou não foi o frio de fora, mas o frio de dentro."O Valor da Amizade Um dia durante uma conversa entre advogados fazem-me esta pergunta: O que de mais importante fez na sua vida? A resposta veio naquele momento, mas não foi o que respondi, pois as circunstancias não eram apropriadas. No mundo de advogados uma indústria do racional, sabia que eles queriam saber o meu trabalho com as celebridades deste mundo aparente. Mas aqui vai o que fiz de mais importante na minha vida, que surgiu logo do fundo da minha alma, ocorreu num dia de Outubro de 1990. Comecei o dia a jogar golfe com um amigo, ex-colega que há muito tempo não via. Entre uma jogada e outra, conversámos a respeito do que acontecia na vida de cada um. Ele dizia-me que ele e a sua mulher tinham acabado de ter um bebé. Enquanto jogávamos, chegou o pai do meu amigo que consternado diz-lhe que o bebé parou de respirar e que foi levado para o hospital de urgência. No mesmo instante o meu amigo entrou no carro do pai e seguiu para o hospital. Por um momento fiquei onde estava, sem pensar nem mover-me, mas tratei logo de pensar no que deveria fazer. Seguir o meu amigo para o hospital? Disse para mim mesmo, não servia de nada, pois a criança certamente está sob cuidados médicos, não havia nada que eu pudesse fazer para mudar a situação. Oferecer o meu apoio moral? Talvez, mas tanto ele quanto a mulher vinham de famílias numerosas, sem dúvida estariam rodeados de amigos e familiares que lhes ofereciam o conforto necessário, acontecesse o que acontecesse. A única coisa que eu podia ir lá fazer era atrapalhar. Decidi que iria ver o meu amigo mais tarde. Quando me ia embora, vi que o meu amigo tinha deixado o seu carro aberto com as chaves na ignição junto ao campo de golfe. Decidi então fechar o carro e ir ao hospital levar-lhe as chaves. Como imaginei a sala estava repleta de familiares que os consolavam. Entrei sem fazer ruído, e fiquei junto da porta pensando o que devia fazer. Naquele momento o médico dirigiu-se ao casal, e me voz baixa comunicou-lhes o falecimento de bebé. Durante instantes ficaram abraçados, a mim pareceu-me uma eternidade, perante aquele silêncio de dor. O médico perguntou que se queria ficar alguns momentos com o bebé. Os meus amigos encaminharam-se para a porta. Ao verem-me ali aquela mãe abraçou-me e começou a chorar. Também o meu amigo se refugiou nos meus braços e disse: MUITO OBRIGADO POR ESTARES AQUI. Durante o resto da manhã fiquei sentado naquela sala, apoiando o meu amigo e a sua mulher. Isto foi a coisa mais importante que eu fiz na minha vida. DEU-ME TRÊS LIÇÕES PRIMEIRA O mais importante que fiz na minha vida ocorreu quando não havia absolutamente nada que eu pudesse fazer. Nada daquilo que tinha apreendido na universidade, nem os anos em que exercia a minha profissão, nem todo o racional que utilizei para analisar a situação e decidir o que deveria fazer, me serviu para aquela circunstância. Duas pessoas receberam uma desgraça e nada poderia fazer para remediar. A única coisa que podia fazer era esperar e acompanhá-los. Isto era o principal. SEGUNDA Hoje estou convencido que o mais importante que eu fiz na minha vida, esteve a ponto de não ocorrer, devido às coisas que aprendi na universidade, aos conceitos do racional que aplicava na minha vida pessoal, assim como faço na minha profissão. Ao aprender a pensar, quase me esqueci de sentir. Hoje não tenho dúvida alguma que devia ter subido naquele carro e acompanhar o meu amigo ao hospital. TERCEIRA Aprendi que a vida pode mudar num instante. Intelectualmente todos nós sabemos disso, mas acreditamos que os infortúnios somente acontecem aos outros. Assim, fazemos nos planos e imaginamos o nosso futuro como algo tão real, como se não houvesse espaços para outras coisas. Mas ao acordarmos de manhã, esquecemos que perder o emprego, sofrer uma doença, ou cruzar com um condutor embriagado e outras coisas, podem alterar esse futuro num piscar de olhos. Para alguns é necessário uma tragédia para recolocar as coisas sobre uma outra perspectiva. Desde aquele dia procurei um equilíbrio entre o meu trabalho e a minha vida pessoal. Aprendi que nenhum emprego, por mais gratificante que ele seja não compensa, perder umas férias, romper com um casamento, ou passar um dia longe da minha família. E aprendi que, o mais importante da vida, não é ganhar dinheiro, nem ser reconhecido socialmente, nem tão pouco receber honras. O mais importante da minha vida é ter tempo de tempo para cultivar a AMIZADE. O eco Um jovem e o seu pai caminhavam pelas montanhas. De repente, o filho cai, e se aleija e grita: - Ai! Para sua surpresa, escuta uma voz que repete, em algum lugar da montanha: - Ai...!Curioso, pergunta: - quem és? Recebe como resposta: - quem és? Contrariado, grita: - não te escondas e mostra a cara! e escuta a resposta: - não te escondas e mostra a cara...! O pai sorriu e disse: - filho, presta atenção. Então ele grita: - és um campeão...! A voz responde: és um campeão...! O jovem fica surpreendido e não entende. Então o pai explica -lhe: - As pessoas chamam a isso "eco", porém é mais que isso. Na realidade, isso é a vida. Ela dá de regresso tudo o que tu dizes ou fazes. A nossa vida é um reflexo do nosso comportamento. Se queres mais amor no mundo, cria mais amor no teu coração. Se queres mais capacidade de acção, desenvolve essa capacidade. A tua vida não é uma coincidência, e sim uma consequência de ti mesmo. Ostras e Pérolas Uma ostra que não foi ferida não produz pérolas… Pérolas são produtos da dor, resultados da entrada de uma substância estranha ou indesejável no interior da ostra, como um parasita ou um grão de areia. Na parte interna da concha é encontrada uma substância lustrosa chamada NÁCAR. Quando um grão de areia a penetra, as células do NÁCAR começam a trabalhar e cobrem o grão de areia com camadas e mais camadas, para proteger o corpo indefeso da ostra. Como resultado uma linda pérola vai sendo formada. Uma ostra que não foi ferida, de modo algum pode dar conceber uma pérola, pois a pérola é uma ferida cicatrizada. Já te sentiste ferida/o pelas palavras rudes de alguém? Já foste acusada/o de teres dito coisas que não disseste? Já foste rejeitada/o? Já sofreste duros golpes de preconceitos? Se assim é, é o tempo certo de criares a tua pérola. Cobre as tuas mágoas com várias camadas de AMOR. Infelizmente, são poucas as pessoas que se interessam em melhorar ou curar-se. A maioria aprende apenas a cultivar ressentimentos, deixando as feridas abertas, alimentando-as com vários tipos de sentimentos pequenos e, portanto, não permitindo que cicatrizem. Assim na prática o que vemos são muitas ostra vazias, não porque não tenham sido feridos/as, mas porque não souberam perdoar, compreender e transformar a dor em AMOR. Um sorriso – um olhar – um gesto – na maioria das vezes funciona melhor do que mil palavras.O Vento que Sopra pelas Flores «Há alguns anos , em Seattle, Washington, vivia um refugiado tibetano de 52 anos de idade. “Tenzin”, é como vou chama-lo. Foi -lhe diagnosticado como portador de uma forma de linfoma das mais fáceis de curar. Ele foi internado num hospital e recebeu a primeira dose de quimioterapia. Mas durante o tratamento, este homem normalmente gentil tornou-se agressivo e irritado; arrancou a agulha intravenosa do seu braço e negou-se a cooperar. Ele então gritou com as enfermeiras e discutiu com todos ao seu redor. Os médicos e enfermeiros ficaram desconcertados. Depois, a esposa de Tenzin falou com o pessoal do hospital. Ela contou que Tenzin foi um prisioneiro político dos chineses por 17 anos. Eles mataram sua primeira esposa e ele foi repetidamente torturado e brutalizado durante todo o tempo em que esteve preso. As normas e regulamentos do hospital, juntamente com a quimioterapia, fez Tenzin recordar todo o sofrimento que passou nas mãos dos chineses. “Eu sei que vocês querem ajuda-lo,” ela disse, “mas ele se sente torturado pelo tratamento. Eles fazem com que ele sinta ódio internamente – da mesma maneira que os chineses fizeram ele se sentir. Ele prefere morrer do que viver com o ódio que ele está sentindo agora. E, segundo nossas crenças, é mito ruim ter tamanho ódio no coração na hora da morte. Ele precisa estar apto para rezar e limpar seu coração.” Assim, o médico dispensou Tenzin e recomendou uma equipe da clínica de repouso para visita-lo em casa. Uma enfermeira foi encarregada de cuidar dele. Ela entrou em contacto com um representante da “Amnistia Internacional” para pedir conselhos. Ele disse que a única forma de sanar o trauma da tortura era “falar a sobre a tortura. “Essa pessoa perdeu sua confiança na humanidade e sente que a esperança é impossível.” Mas a enfermeira encorajou Tenzin a falar sobre as suas experiências, ele ergueu suas mãos e fê-la parar. Ele disse, “Eu preciso aprender a amar de novo se eu quiser curar a minha alma. Sua tarefa não é fazer perguntas. Sua tarefa é me ensinar a amar novamente.” A enfermeira respirou profundamente e perguntou, “E como eu posso faze-lo amar de novo?” Tenzin respondeu prontamente, “Sente-se, tome o meu chá e coma meus biscoitos.” O chá tibetano é um chá preto forte, coberto com manteiga de iaque e sal. Não é fácil de bebe-lo! Mas, foi o que a enfermeira fez. Por várias semanas, Tenzin, sua mulher e a enfermeira tomamos juntos o chá. Também conversamos com os médicos para achar formas de tratar suas dores físicas. Mas era a sua dor espiritual que deveria ser diminuída. Cada vez que eu chegava, via Tenzin sentado de pernas cruzadas em sua cama, recitando preces de seus livros. Com o passar do tempo, sua mulher foi pendurando mais e mais ‘thankas’, bandeirolas budistas coloridas, nas paredes. Em pouco tempo, o quarto parecia um templo colorido. Com a chegada da primavera, a enfermeira perguntou o que os tibetanos faziam quando estavam doentes na primavera. Ele abriu um grande sorriso e disse, “Nós nos sentamos e aspiramos o vento que sopra pelas flores.” Ela pensou que ele estava a falar poeticamente, mas suas as palavras eram literais. Ele explicou que os tibetanos fazem isso para serem pulverizados com o pólen das novas flores, carregadas pela brisa. Eles acreditam que esse pólen é um potente medicamento. No primeiro momento, encontrar muitas flores parecia um pouco difícil. Mas, um amigo sugeriu que Tenzin visitasse algumas floriculturas locais. A enfermeira ligou para o gerente de uma floricultura e explicou-lhe a situação. Sua reacção inicial foi “Você quer o que???” Mas quando eu expliquei melhor o meu pedido, ele concordou. Então, no fim-de-semana seguinte, a enfermeira levou Tenzin, e sua mulher e suas provisões para a tarde: chá preto, manteiga, sal, biscoitos, almofadas e livros de preces. Ela os deixou na floricultura e combinou ir buscá-los pelas 17 horas. No outro fins-de-semana, visitamos uma outra floricultura. E mais outra no terceiro fim-de-semana. Na quarta semana, a enfermeira começou a receber convites das floriculturas para Tenzin e sua mulher voltarem novamente. Um dos gerentes disse, “Nós temos uma nova remessa de nicotianas e lindas fuchsias…ah, sim! E temos belas dafnias. Eu sei que eles vão adorar o perfume das dafnias! E eu quase me esqueci! Temos uns novos bancos de jardim que Tenzin e sua esposa vão adorar!” No mesmo dia, outra floricultura ligou dizendo que eles tinham recebido birutas coloridas para Tenzin saber de que direcção o vento estava soprando. Logo, as floriculturas estavam competindo pelas visitas de Tenzin. As pessoas começaram a dar atenção ao casal tibetano. Os empregados arrumavam os móveis de frente para o vento. Outros traziam água quente para o chá. Alguns fregueses regulares deixavam seus carrinhos de compras próximos do casal. E no final do verão, Tenzin voltou ao seu médico para novos exames e determinar o desenvolvimento da doença. Mas o doutor não achou nenhuma evidência de câncer. Ele surpreendido; disse à Tenzin que ele simplesmente não sabia explicar aquilo. Tenzin levantou seu dedo e disse, “Eu sei porque o câncer se foi embora. Ele não podia mais viver num corpo tão cheio de amor. Quando eu comecei a sentir a compaixão das pessoas da clínica, dos empregados das floriculturas, e todas essas pessoas que queriam saber de mim, eu comecei a mudar por dentro. Agora, eu me sinto afortunado por ter a oportunidade de ser curado dessa forma. Doutor, por favor, não acredite que a sua medicina é a única cura. Às vezes, a compaixão pode também curar um cancro.»Viver não dói Definitivo, como tudo que é simples. A dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram. Porque sofremos tanto por Amor? O certo seria não sofrer, apenas agradecer à vida termos conhecido alguém que num momento da vida nos ensinou algo. Que gerou em nós um sentimento intenso e nos fez companhia por um espaço de tempo, um tempo feliz. Sofremos porquê? Porque num espaço de tempo esquecemos o que foi desfrutado e passámos a sofrer pelas nossas projecções irrealizadas, por todas as cidades que gostariam de ter conhecido ao lado do nosso Amor e não conhecemos. Por todos os filhos que gostaríamos de ter tido juntos e não tivemos. Por todos os livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado e não partilhamos. Por todos os beijos que não dados, pela eternidade. Sofremos não porque o nosso trabalho é desgastante, porque ganhamos pouco, mas por todas as horas livres que deixámos de ter para ir ao cinema, conversar com um amigo, nadar, tempo para namorar. Sofremos não porque a nossa mãe é impaciente connosco, mas por todos os momentos em que poderíamos ter-lhe confiado os nossos mais profundos sonhos, as nossas angústias, e ela estivesse interessada em nos compreender. Sofremos, não porque o tempo terminou, mas pela euforia sufocada, pelo controle, pelos muitos desejos não cumpridos. Sofremos, não porque envelhecemos, mas porque pensamos que o futuro está a fugir das nossas mãos, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhámos e nunca chegámos a experimentar. Como aliviar a dor que não foi vivida? A resposta é: ILUDINDO-NOS MENOS E VIVER MAIS. A CADA DIA QUE VIVO, MAIS ME CONVENÇO DE QUE O DESPERDÍCIO DA VIDA ESTÁ NO AMOR QUE NÃO DAMOS. NAS FORÇAS QUE NÃO USAMOS. NA PRUDÊNCIA EGOÍSTA QUE NADA ARRISCA, E QUE, ESQUIVANDO-SE DO SOFRIMENTO, FAZ PERDER TAMBÉM OS PICOS DE FELICIDADE QUE A VIDA CONTÉM. A DOR É INEVITÁVEL. O SOFRIMENTO É CRIADO POR NÃO DARMOS SENTIDO À VIDA, POR ISSO ELE É OPCIONAL. Os três homens e as suas crenças Uma manhã um homem perguntou ao Buda: Existe Deus? Buda olhou-o nos olhos e disse: Não, não existe nenhum Deus. Nesse mesmo dia à tarde outro homem perguntou ao Buda: O que acha de Deus? Existe um Deus? Novamente olhou para o homem e para dentro dos seus olhos e disse: Sim existe Deus. À noite enquanto o Sol se punha no horizonte, um terceiro homem veio quase com a mesma questão, formulada de maneira diferente. Ele disse: Existem pessoas que a creditam em Deus, existem pessoas que não acreditam em Deus. Eu por mim mesmo não sei com quem devo ficar. Ajude-me Buda não falou, fechou os olhos. O homem, vendo o Buda sentado com os olhos fechados, pensou que talvez fosse a resposta, assim ele também se sentou com os olhos fechados. Passado uma hora, o homem abriu os olhos, tocou nos pés do Buda e disse: A sua compaixão é enorme. Deu-me a resposta. Permanecer-lhe-ei eternamente grato. Um dos seus discípulos que tinha assistido às perguntas dos três homens, nem queria acreditar, e disse ao Buda: Para um homem disse que não existia Deus, para o outro disse que existia Deus, e para o terceiro não responde. E este ainda lhe agradece! Buda disse: A primeira coisa que tu tens que te lembrar é, estas não eram as tuas questões, estas respostas não eram para ti. porque estás interessado desnecessariamente pelos problemas dos outras pessoas? Primeiro resolve os teus. O discípulo disse: Que posso fazer tenho ouvidos e ouço e ouvi e vi e agora todo o meu ser está confuso e não sei o que é certo. Buda disse: Certo? Certo é a consciência. O primeiro homem era um crente. Queria o meu apoio já acreditava em Deus. Ele veio com a resposta pronta, apenas queria o meu apoio de modo a que pudesse ir dizer: Eu estou certo, o próprio Buda pensa assim. Eu tinha de dizer não para ele, apenas para perturbar a sua crença, porque crença não é Sabedoria. O segundo homem era um descrente , também veio com uma resposta pronta, que não existe nenhum Deus e queria o meu apoio para fortalecer a sua descrença de modo que pudesse continuar a proclamar em redor que concordo com ele. Eu tive de lhe dizer: Sim Deus não existe. Mas o meu propósito era o mesmo. Eu apenas estava a perturbar a crença concebida pelo primeiro homem, e descrença pré concebida do segundo homem. Crença é positiva, descrença é negativa, mas ambas são a mesma coisa. Nenhum deles era sábio e nenhum deles era humilde na sua procura pessoal; já estavam a carregar um preconceito. O terceiro homem estava na sua procura pessoal, abriu o seu coração e disse: Existem pessoas que acreditam, e outras não. Eu mesmo não sei se Deus existe ou não. Ajude-me. E a única ajuda que lhe poderia dar era ensinar-lhe a lição da consciência em silêncio; as palavras eram inúteis. E quando fechei os olhos ele entendeu a sugestão, estava aberto. Fechou também os olhos. Não recebeu respostas em palavras, mas recebeu uma resposta em silêncio: não te preocupes com Deus; não importa se Deus existe ou não existe. O que importa é se o silêncio existe, a consciência existe ou não. Se estás silencioso e consciente, tu és mesmo Deus. Deus não é uma coisa muito distante; ou tu és uma mente, ou tu és Deus. Em silêncio e consciência a mente funde-se e desaparece revela a sua divindade por si. Apesar de não lhe dizer uma palavra, recebeu a resposta e recebeu-a de maneira correcta. O Chapéu-de-Chuva à Porta Certa vez um Mestre mandou que chamassem determinado discípulo, que se encontrava recluso na sua cabana, nos arredores de um mosteiro Zen. Este discípulo já estava com este Mestre há anos, treinando sob sua orientação. Como o Mestre tinha muitos discípulos, era difícil de se conseguir uma entrevista particular com ele. O discípulo achou inusitado o facto do Mestre estar chamá-lo para uma conversa. Começou a ficar excitado, e pensou: "o que será que o Mestre deseja de mim?", "será que ele vai me perguntar alguma coisa sobre o Dharma, para me testar?", "será que ele quer atribuir-me algum cargo ou tarefa?". Com a mente repleta de pensamentos, o monge foi ao encontro do seu mestre. Como estava a chover, levou o seu guarda-chuva. Ao chegar na casa do Mestre, ele fechou o guarda-chuva, e colocou-o num canto. Pôs as suas sandálias molhadas do lado do guarda-chuva. Na frente do Mestre, fez as mesuras que mandam a etiqueta monástica e sentou-se. O Mestre então perguntou-lhe: - Quando você entrou aqui, de que lado do guarda-chuva você deixou suas sandálias? O monge discípulo não conseguiu lembrar-se de que lado as tinha colocado. O Mestre então disse: -Volte para sua cabana e medite! Desta maneira, o Mestre quis dizer que meditação e vida quotidiana são uma única realidade. Não podemos separar a nossa vida diária do acto de atenção com que devemos fazer todas as coisas. O discípulo estava separando a vida quotidiana da meditação, e vendo que ainda não estava preparado o suficiente o Mestre recomendou que ele voltasse para sua cabana e meditasse mais. A meditação é feita no dia a dia, e nunca separada da vida quotidiana. O Valor de uma Oração Uma pobre senhora com visível ar de derrota estampado no rosto, entrou dentro de uma armazém, aproximou-se do dono conhecido pelos seus maus modos e pediu se lhe podia fiar alguns alimentos. Ela explicou que o seu marido estava muito doente e que não podia trabalhar, e que tenha sete filhos para alimentar. O dono do armazém com os seus maus modos riu-se da pobre senhora, dizendo que a sua loja não era a casa dos pobres tudo ali se pagava com dinheiro. Mais uma vez a pobre senhora envergonhadamente implorou e disse que pagaria assim que tivesse dinheiro. Ele respondeu que ela ali não tinha crédito, nem tão pouco conta na sua loja. Um freguês que estava de pé junto ao balcão, ouvindo toda a conversa disse ao comerciante de que desse tudo o que a senhora necessitava, e que pusesse na sua conta. Relutante o comerciante disse à senhora: você deve ter uma lista do que precisa? Sim disse ela. Muito bem coloque a lista no prato da balança, e o que ela pesar eu lhe darei em mantimentos. A pobre senhor hesitou por instantes a com a cabeça curvada, retirou do bolso um pedaço de papel , e escreves alguma coisa nele e colocou no prato da balança. Os três ficaram admirados quando o prato da balança com o papel desceu e permaneceu em baixo. O comerciante completamente passado com o marcador da balança, virou-se para o freguês e comentou contrariado: eu não posso acreditar. O freguês sorriu e o comerciante começou a colocar os mantimentos sobre a balança. Como a escala da balança não equilibrava ele continuou colocando mais e mais mantimentos até não caber mais nada. O comerciante ficou parado por alguns instantes olhando para a balança, tentando entender o que havia acontecido. Finalmente pegou no pedaço de papel da balança e ficou espantado pois não uma lista de compras, e sim uma oração que dizia: “MEU SENHOR, O SENHOR CONHECE AS MINHAS NECESSIDADES E EU AS DEIXO NAS SUAS MÃOS" O comerciante deu as mercadorias à pobre senhora que no mais completo silêncio agradeceu e deixou o armazém. O freguês pagou a conta e disse: VALEU A PENA CADA CÊNTIMO PAGO… SÓ DEUS SABE O VALOR DE UMA ORAÇÃO A Caixa Cheia de Beijinhos... Um dia um homem castigou a filha de três anos por desperdiçar um rolo de papel dourado de embrulhar presentes. O dinheiro andava escasso naqueles dias, razão pela qual o homem ficou furioso ao ver a menina envolver uma caixinha com aquele papel dourado e colocá-la na árvore de Natal. Apesar de tudo, na manhã seguinte, a menininha levou o presente ao pai e disse: "Isto é para si, paizinho!". Ele sentiu-se envergonhado da sua furiosa reacção, mas voltou a "explodir" quando viu que a caixa estava vazia. Gritou, enquanto dizia: --Tu não sabes que quando se dá um presente a alguém, coloca-se alguma coisa dentro da caixa?" A menina olhou para o pai com lágrimas nos olhos e disse: --Oh, Paizinho, não está vazia. Eu soprei beijos para dentro da caixa. Todos para si, Paizinho. O pai quase morreu de vergonha, abraçou a menina e suplicou que ela o perdoasse. Dizem que o homem guardou a caixa dourada ao lado da sua cama por anos e sempre que se sentia triste, chateado, deprimido, ele recebia um beijo imaginário e recordava o Amor que a sua filha havia posto ali. De uma forma simples, mas sensível, cada um de nós humanos temos recebido uma caixinha dourada, cheia de Amor incondicional e beijos de nossos pais, filhos, irmãos e amigos...... Ninguém poderá ter uma propriedade ou posse mais bonita do que esta. Águia A águia é a ave que possui a maior longevidade da espécie... Chega a viver 70 anos ! Mas para chegar a essa idade, aos 40 anos ela tem que tomar uma séria e difícil decisão... Aos 40 anos ela está com as unhas compridas e flexíveis e não consegue mais agarrar as presas das quais se alimenta... O bico alongado e pontiagudo se curva. Apontando contra o peito estão as asas envelhecidas e pesadas em função da grossura das penas... Voar já é precário e muito difícil ! Então a águia só tem duas alternativas: Morrer ou enfrentar um dolorido processo de renovação que irá durar 150 dias. Esse processo consiste em voar para o alto de uma montanha e recolher-se junto a um ninho próximo a uma rocha onde ela não necessite voar. Então, após encontrar esse lugar, a águia começa a bater com o bico na rocha até conseguir arrancá-lo. Após arrancá-lo, espera nascer um novo bico, com o qual vai arrancar depois as suas unhas. Quando as novas unhas começam a nascer, ela passa a arrancar as velhas penas. E só após cinco meses sai para o famoso vôo de renovação e para viver então mais 30 anos... Em nossas vida, muitas vezes, temos de nos resguardar por algum tempo e começar um processo de renovação. Para que continuemos a voar um vôo de vitória, devemos nos desprender de lembranças, costumes e outras tradições que nos causaram dor. Somente livres do peso do passado, poderemos aproveitar o resultado valioso que uma renovação sempre traz.Um Bom Nadador Conta-se que um excelente nadador tinha o costume de correr até a água e molhar somente o dedo do pé antes de dar qualquer mergulho. Alguém intrigado com aquele comportamento, perguntou-lhe qual razão daquele hábito. O nadador sorriu e respondeu: "Há alguns anos eu era um professor de natação de um grupo de homens. Eu os ensinava a nadar e a saltar do trampolim. Certa noite, eu não conseguia dormir e fui até à piscina para nadar um pouco. Não acendi a luz, pois a lua brilhava através do tecto de vidro da piscina. Quando eu estava no trampolim, vi minha sombra na parede da frente. Com os braços abertos, a minha imagem formava uma magnífica cruz. Em vez de saltar, fiquei ali parado, contemplando a minha imagem. Nesse momento pensei na cruz de Jesus Cristo e no seu significado. Eu não era um cristão, mas em criança aprendi que Jesus tinha sido uma alma muito boa e que gostava muito de crianças. Naquele momento as palavras daquele ensinamento vieram-me à mente e fizeram-me recordar do que eu havia aprendido sobre Jesus. Não sei quanto tempo fiquei ali parado com os braços estendidos. Finalmente desci do trampolim e fui até à escada para mergulhar na água. Desci a escada e os meus pés tocaram o piso duro e liso do fundo da piscina. Tinham esvaziado a piscina e eu não me tinha apercebido. Tremi, e senti um calafrio na espinha. Se eu tivesse saltado teria sido o meu último salto. Naquela noite a imagem da cruz na parede salvou a minha vida. Fiquei tão agradecido a Deus, que me entreguei a Ele, consciente do que tinha experiênciado com Jesus. Naquela noite fui salvo duas vezes e, para nunca mais me esquecer, sempre que vou à piscina molho o dedo do pé antes de saltar na água". Deus tem um plano na vida de cada um de nós e não adianta querermos apressar ou retardar as coisas, pois tudo acontecerá no seu devido tempo...O Alpinista Contam que um alpinista desesperado por conquistar uma altíssima montanha, iniciou sua escalada depois de anos de preparação. Como queria a glória só para ele, resolveu subir sem companheiros. Durante a subida foi ficando tarde e mais tarde, e ele não se havia preparado para acampar, então decidiu seguir subindo... e por fim ficou escuro. A noite era muito densa naquele ponto da montanha, e não se podia ver absolutamente nada. Tudo era negro, visibilidade zero, a lua e as estrelas estavam encobertas pelas nuvens.Ao subir por um caminho estreito, a apenas poucos metros do topo, escorregou e precipitou-se pelos ares, caindo a uma velocidade vertiginosa. O alpinista via apenas velozes manchas escuras passando por ele e sentia a terrível sensação de estar sendo sugado pela gravidade. Continuava caindo... E em seus angustiantes momentos, passaram por sua mente alguns episódios felizes e outros tristes de sua vida. Pensava na proximidade da morte, sem solução... De repente, sentiu um fortíssimo solavanco, causado pelo esticar da corda na qual estava amarrado e presa nas estacas cravadas na montanha. Nesse momento de silêncio e solidão, suspenso no ar, não havia nada que pudesse fazer e gritou com todas as suas forças. MEU DEUS, AJUDA-ME !!! De repente, uma voz grave e profunda vinda dos céus respondeu-lhe: QUE QUERES QUE EU TE FAÇA? Salva-me meu DEUS !! -REALMENTE CRÊS QUE EU POSSO SALVAR-TE? -Com toda certeza Senhor !!! -ENTÃO CORTA A CORDA NA QUAL ESTÁS AMARRADO... Houve um momento de silêncio; então o homem agarrou-se ainda mais fortemente à corda.. Conta a equipe de salvamento, que no outro dia encontraram o alpinista morto, congelado pelo frio, com as mãos agarradas fortemente à corda... A APENAS DOIS METROS DO SOLO... Às vezes precisamos tomar decisões que testam a nossa capacidade de relacionamento com Deus. E tu? Que está tão agarrada às cordas? Te soltarias? Devemos, diariamente exercitar nossa confiança no Deus em que acreditamos lembrando-nos sempre que: “ É Ele que nos segura pela mão e nos diz: Não temas, Eu te ajudo” Isa. 41:13 O Urso Faminto Certa vez um urso faminto andava na floresta à procura de comida. Entrou num acampamento de caçadores que estava vazio e seguiu o seu apurado faro até a uma fogueira, onde estava uma panela com comida. Retirou a panela da comida e a abraçou com muita força, enquanto devorava o que estava lá dentro. Enquanto abraçava a panela começou a aperceber-se que alguma coisa estava a atingi-lo. Na verdade, era o calor da panela de comida. Estava a queimar-lhe o corpo. O urso nunca tinha experimentado aquela sensação e, interpretou as queimaduras pelo seu corpo, como, uma coisa que lhe queria roubar a comida. Começou a rugir em sofrimento. E quando mais alto rugia mais apertava a panela contra o seu imenso corpo. Quanto mais a panela o queimava mais ele a apertava, e rugia. Quando os caçadores chegaram, encontraram o urso encostado a uma árvore próximo da fogueira, segurando a panela de comida. O urso tinha tantas queimaduras que ficou preso à panela de comida, e o seu imenso corpo mesmo morto ainda mantinha uma expressão de sofrimento. Isto diz-nos que muitas vezes abraçamos certas coisas que julgamos ser importantes. Algumas delas nos fazem sofrer de dor que até nos cansam dentro e fora de nós, mesmo assim ainda as julgamos importantes. Temos medo de as abandonar, esse medo nos coloca numa situação de sofrimento e de desespero. Apertam essas coisas contra o vosso coração e terminam derrotadas por algo que tanto protegeram e defenderam. Muitas vezes aquilo que protegemos não é o melhor para nós. |